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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cafeína


A cafeína, quimicamente conhecida por 1,3,7-trimetilxantina, é o ingrediente ativo do café, mas pode estar presente em muitas comidas e bebidas. Essa substância pertence ao grupo de compostos das metilxantinas, onde se inclui também o chá. As xantinas são substâncias capazes de estimular o sistema nervoso, produzindo certo estado de alerta de curta duração.

Além do café, a cafeína também é encontrada em outras bebidas, em proporções menores, tais como naquelas bebidas contendo cacau, cola, chocolate, além do chá e de alguns remédios do tipo analgésico ou contra gripes. Devido à diversidade de produtos que contém cafeína, presente em mais de 60 espécies de plantas do mundo, ela é, seguramente, a droga psicoativa mais popular no mundo.

A cafeína é mesmo a substância estimulante de maior consumo em todo mundo. Só nos Estados Unidos, calcula-se que a média de ingestão diária por pessoa seja superior a 150mg, o equivalente a 3,5 kg de café por ano por pessoa.

Considerando que a cafeína está presente no café, chá, chocolates, refrigerantes à base de cafeína ou medicamentos, pode-se dizer que cerca de 80% da população geral faz uso dessa substância diariamente, embora seja muito difícil quantificar seu consumo (Strain & Griffiths, 2000). Nas últimas décadas, devido ao aumento do consumo de refrigerantes do tipo cola, tem crescido o consumo de cafeína, sobretudo entre os adolescentes.

De todos os estudos publicados até agora sobre a cafeína, não se pode extrair de forma incontestável, dados que comprovem que essa substância apresenta perigos ao organismo (Boa Saúde). Ao lado de muitas recomendações médicas, técnicas e científicas na direção de se evitar consumir a cafeína em excesso, a substância pode até atuar de forma terapêutica e ser consumida com a devida prescrição médica. 

A cafeína é um estimulante do Sistema Nervoso Central. Penetrando na corrente sanguínea atinge o córtex cerebral exercendo aí seus efeitos. O que se percebe, inicialmente, é uma espécie de revigoramento e diminuição do sono e da fadiga.


No Sistema Nervoso Central, mais precisamente, no Sistema Nervoso Autônomo, o sistema de neurotransmissão baseado no neurotransmissor adenosina age como redutor da freqüência cardíaca, da pressão sanguínea e da temperatura corporal. Normalmente é o que acontece quando somos acometidos pela sensação de cansaço, torpor e sono. A cafeína exerce uma ação inibidora sobre esses receptores do neurotransmissor adenosina, situados nas células nervosas. Por isso dá-nos uma sensação de revigoramento, diminuição do sono e da fadiga.

Por outro lado, a cafeína exerce um efeito sobre a descarga das células nervosas e a liberação de alguns outros neurotransmissores e hormônios, tais como a adrenalina. Ela age também sobre aumento da secreção da enzima lipase, uma lipoproteína que mobiliza os depósitos de gordura para utilizá-los como fonte de energia no lugar do glicogênio muscular. Esse efeito de poupar o glicogênio, torna o corpo mais resistente à fadiga.

Uma xícara de café forte costuma produzir em poucos minutos, um aumento da acuidade mental e sensorial, além de elevar o nível de energia, tornando a pessoa mais alerta e proporcionando bem-estar.


Uma xícara comum de café contém cerca de 50 a 150 miligramas de cafeína, enquanto uma xícara de chá ou de refrigerantes a base de cola tem entre 35 a 50 miligramas. O café coado tem menos teor de cafeína que o café sírio, por exemplo, que não se filtra, ficando o pó assentado no fundo do recipiente e muito menos que o café expresso (sob pressão de vapor). Este último tem maior proporção de cafeína, conseqüentemente produz um maior estado energético. Assim consumido e, freqüentemente, e em altas doses, a cafeína pode vir a provocar uma dependência moderada em certas pessoas.

Em doses muito elevadas a cafeína pode provocar a liberação espontânea de íons cálcio dentro do músculo, desencadeando pequenos tremores involuntários, aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca.

Em medicina, a cafeína tem sido usada para reativar padrões deprimidos de respiração, como terapêutica auxiliar no tratamento de dores, principalmente de cabeça e enxaqueca. Mais recentemente a cafeína tem sido usada como coadjuvante em muitos remédios para o dor, controle do peso, alívio de alergias e para melhorar o estado de alerta.

Química do café

O que existe numa xícara de café? 

Sabe mesmo o que está a ingerir quando bebe a seu bica pela manhã? Substâncias químicas que também se encontram na carne podre ou nas fezes...

Cafeína - Ok, esta parte era fácil e provavelmente a razão porque todos nós o consumimos. A cafeína é uma toxina de um tipo de plantas, tal como a nicotina ou a cocaína, que estimula o cérebro ao bloquear os neuroreceptores da adenosina, o químico do sono.

Água - Cerca de 98,75% de uma chávena de café é água. H2O quente é um dissolvente poderoso que faz soltar os sabores dos grãos de café.

2-Etilfenol - Esta substância presente no café é também um dos componentes das feromonas que fazem parte do sistema de alarme para os perigos das colónias de baratas.

Ácido Quínico - Concede ao café o seu ligeiro sabor amargo. E é um dos componentes químicos que entram na fórmula do Tamiflu.

3,5 Ácido dicafeoilquínico - Antioxidante poderoso que protege os neurónios. E uma boa desculpa para não dispensar a sua bica...

Dimetil dissulfato - Este componente advém de se torrar os grãos de café verdes. Por coincidência, é um dos componentes que concede às fezes humanas o seu odor...

Acetilmetilcarbinol - Um líquido amarelado de cheiro agradável obtido de vários carbohidratos é o que concede aquele sabor amanteigado ao café. É ele que ajuda a dar à manteiga o seu sabor único, e é também um dos químicos utilizados nas pipocas de microondas.

Putrescina - Esta substância que se encontra nos tecidos mortos está naturalmente presente nos grãos de café. Cheira, como o nome indica, pior que mal...

Niacina - Ácido de nicotina ou vitamina B3. Se beber dois ou três bicas por dia terá ingerido metade das suas necessidades diárias desta vitamina.

Trigonelina - É uma molécula da niacina. É o que concede ao café o seu sabor adocicado. Curiosamente, é ela que ajuda a que as bactérias Streptococos que causam as cáries se agarrem aos dentes.

Adoçantes

Os adoçantes(edulcorantes) são substâncias que adoçam os alimentos, fornecendo menos energia.
Tipos de adoçantes de baixa ou nenhuma caloria:
- Acessulfame-K:

Tem o poder adoçante 200 vezes maior do que o açúcar e é permitido para diabéticos, mas contra indicado para pessoas com deficiências renais que precisam reduzir a ingestão de potássio. Apesar de absorvido, não é metabolizado pelo organismo, logo é eliminado tal como é ingerido.
- Aspartame:
Apesar de calórico (4 kcal por grama), pode ser usado por diabéticos, não deixa residual amargo. Mas é contra indicado o uso por gestantes, lactentes e fenilcetonúricos (pessoas cujo organismo não consegue metabolizar a fenilalanina). Também não deve ser utilizado em alimentos quentes, pois perde o poder de adoçar e pode formar substâncias tóxicas.
- Ciclamato:
É 30 vezes mais doce do que a sacarose e possui sabor semelhante, apesar de deixar leve residual amargo. Foi descoberto em 1940, a partir de um derivado do petróleo. É contra indicado para hipertensos e pessoas com problemas renais.
- Sacarina:
Possui muitas semelhanças com o ciclamato: é um adoçante popular, também composto por um derivado do petróleo (ácido sulfanoilbenzóico), não é recomendado para hipertensos e é estável a altas temperaturas. Por deixar um sabor amargo, também metálico. Seu poder adoçante é entre 200 e 700 vezes maior do que o açúcar, é utilizado em muitos produtos.
- Sucralose:
É o único edulcorante que tem o verdadeiro sabor de açúcar porque é derivado da cana-de-açúcar e não possui calorias. Pode ser usado por toda a família, inclusive crianças, gestantes, diabéticos e fenilcetonúricos.
cerca de 600 vezes mais doce do que o açúcar, é o único adoçante derivado do açúcar comum e, como também não é metabolizado pelo corpo, não contém calorias. É seguro, não apresentando efeitos tóxicos, neurológicos, reprodutivos ou carcinogênicos. Como não é absorvido pelo organismo, não afeta os níveis de glicose, pode ser consumido com segurança por pessoas com diabetes.

Tipos de adoçantes calóricos:
- Frutose:

É encontrado principalmente nas frutas, mas pode ser extraído também em alguns cereais, vegetais e no mel. Contra indicado para quem apresenta excesso de triglicerídeos. Adoça cerca de 170 vezes mais do que o açúcar comum e possui sabor semelhante, um pouco mais doce. Causa cáries.
- Lactose:
É extraído do leite, por isso é contra indicado para quem possui alergia ao leite ou seus derivados. É utilizado para reduzir a potencialização de outros adoçantes. Pode apresentar efeito laxativo e perde o poder de adoçar quando vai ao fogo.
- Maltodextrina:
É um carboidrato de absorção gradativa, constituído a partir do amido de milho, é contra indicado para diabéticos por conter dextrose, glicose e vários açúcares. Perde o poder adoçante em temperatura alta. É cerca de 1,5 vezes mais doce do que a sacarose.
- Manitol:
É encontrado em algas e vegetais e possui efeito laxativo se consumido em excesso. É obtido a partir da redução da frutose. Não favorece o aparecimento de cáries. É estável a altas temperaturas e utilizado somente industrialmente, na produção de alimentos (geralmente associado ao sorbitol). Pode ser consumido por diabéticos.
- Sorbitol:
É obtido a partir da redução da glicose. Doses diárias acima de 70 gramas possuem efeito diurético e laxativo. Pode ser consumido por diabéticos e não favorece a formação de cáries. Possui o sabor um pouco mais adocicado do que a sacarose, apesar de seu poder adoçante ser 0,5 vezes mais fraco.
- Steviosídeo:
Considerado seguro e atóxico. É extraído de uma planta (Stévia Reubadiana) e adoça 300 vezes mais do que o açúcar. É muitas vezes associado a outros edulcorantes para retirar o sabor residual que eles deixam. É o único adoçante de origem vegetal produzido nas indústrias. Não possui contra indicações e seu sabor é um pouco amargo. Não causa cáries e realça o sabor dos alimentos.
- Xilitol:
É um álcool de açúcar obtido através da hidrogenação de xilose (um tipo de açúcar). Seu poder adoçante é menor do que o do açúcar. Não favorece a formação de cáries.

Fonte: